domingo, 28 de fevereiro de 2016

Passou anos construindo o lugar que seria, um dia, sua morada. Não planejou portas ou janelas, entradas ou saídas. Eram paredes apenas, umas paralelas às outras. Pareciam ser guiadas por sua própria vontade, a vontade das paredes. Porque não pareciam ir muito longe e não pareciam chegar a algum lugar. Mas continuou, tijolo por tijolo, até que, finalmente, deram-se as mãos, perdendo-se, agora ele, entre o início de uma e o fim da outra.

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