Hoje, 18 de setembro, meus pais comemoram seus 38 anos de casamento. Vida de casal, só o casal conhece. Mas vida de filha desse casal, a filha conhece bem. Minha mãe fazia cabanas de lençóis, preparava brigadeiro de colher, curava minhas dores com as mãos, encapava meus cadernos, me defendia diante dos professores (mesmo quando os professores pareciam saber o que falavam). Meu pai jogava comigo ludo e dama, me levava ao parque da cidade, comprava sorvete e diamante negro, me ensinou a dirigir com a maior paciência do mundo, me buscava nas festas de escola às 2 da manhã. Com eles, aprendi a defender as minhas ideias, a respeitar as ideias dos outros, a me divertir com imprevistos, a valorizar as coisas certas. Com eles, aprendi que é possível viver a dois, mesmo com as diferenças, que é preciso tolerância para vivermos melhor, que devemos ser solidários. Se hoje ainda acredito e busco um alguém que possa dividir a sua vida comigo e eu, a minha com ele, é porque eles me fizeram sentir que isso é possível. Gratidão por eu ter, em minha vida, pais que eu escolheria como pais, meus pais, se esta fosse uma escolha possível...

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