domingo, 28 de fevereiro de 2016

A preguiça é assim. Um sofá fofinho daqueles que te engolem inteira. Uma brisa fresca num dia ensolarado. O pé descalço depois de uma longa caminhada. O corpo na cama quando os olhos se fecham sem avisar. Não sei se é doença, falta de remédio ou herança de família. Mas, contra ela, já cansei de lutar. Ela chega de mansinho, se enrosca em mim como um rabo de gato pedindo carinho. E, então, esqueço o convite, a necessidade, a roda de samba. Neste momento, nada me parece mais prazeroso e festivo que um cantinho silencioso onde eu possa escutar os meus próprios pensamentos.

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