A vida é uma sucessão de sonhos e desilusões. O que dela sai de concreto, é desejo de uma materialidade fugaz; forma possível que cristaliza aquilo que queremos eterno. Não há eterno. Há a transitoriedade que, muitas vezes, nos parece intolerável. Vivemos nesse meio termo, nesse espaço de mudança que tentamos organizar, nesse perder o que temos porque nada é nosso, nesse proteger o que não se protege ou planejar o que não depende de nós. A vida é um eterno regresso ao que nunca conseguimos superar.
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