quarta-feira, 27 de abril de 2016
Era um dia como qualquer outro. Mas não para eles. Naquele dia, decidiram casar-se. Não houve pedido. Houve, apenas, uma declaração de amor. Naquele dia, disseram, um para o outro, que estavam juntos. Foi um entendimento. Uma compreensão. Foi como se assim, simplesmente, percebessem que a história de pouco mais de dez meses os tivesse conduzido para o que, para alguns, fosse conduzido em anos. Eles se admiravam. Sobre isso, não tinham dúvidas. Viam, um no outro, alguém que buscavam. E encontraram. Gostavam dos momentos juntos. Sobre isso, também, não tinham duvidas. As horas, os dias, as semanas eram alimento para as horas, os dias e as semanas que estavam por vir. Mas, naquele momento, alguma coisa aconteceu. Ele entendeu o que ela dizia. Ele sentiu o que ela sentia. Foi quando ele percebeu que não estava mais sozinho. Ele tinha , ao lado dele, uma companheira, a companheira dele. E ela, percebendo a descoberta, entendeu que nada poderia ser mais importante do que estarem juntos. Eram apenas eles. E ninguém mais. O que importava, o que realmente importava, estava acontecendo naquele instante. Não havia mais por que esperar. Decidiram casar-se. A cerimônia não foi planejada. Aconteceu. O que eles precisavam, tinham: champagne, amor e....um padre. Ele e ela sentados, um a frente do outro, planejando a felicidade. O padre, colarinho desabotoado, comendo camarão. Não se falaram, o casal e o padre. Mas, naquele momento, foram abençoados por um deus que nem mesmo eles sabiam se acreditavam. E naquele almoço, que podia ser um almoço como qualquer outro, estava declarado: eram, agora, marido e mulher.
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